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domingo, 3 de fevereiro de 2013

À Espera da Chave


(Tom Air)


O tempo que se arrastava agora voa
Os minutos se aproximam das obrigações
Deitados sentindo a preguiça do intervalo
Enquanto o almoço é digerido

Os olhos descansam um cochilo alarmado
Na expectativa dos afazeres da tarde
Atados pelo cansaço da manha
O trabalho logo chama...

O despertador dispara urgente
Um café se faz necessário
A mão leva água aos olhos
Os bocejos são descartados

O tempo apura os passos
Transeuntes se acotovelam
Todos rumando pro batente
Seguindo no fluxo apressado

Mas o patrão se atrasou
O tempo que voava volta a se arrastar
Muitos estão sentados em frente à porta
Todos à espera da chave



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