Ovo e arroz, um banquete!
Comer bem é não passar fome
Haja Cristo...
Quando o prato está bem servido
Algumas hortas mais parecem túmulos
A seca sepulta as sementes plantadas
Erguida na cabeça, pende uma lata d’água
É um bálsamo que escorre junto aos olhos...
Pelo esforço, beber ou alimentar a terra?
A represa da consciência surge
Da fartura do oásis a uma vertigem árida!
Goles forçosos, a realidade suspira...
A sede impõe a futura fome
Num sentimento inexpressivo
De civilização desgarrada
De tribo desamparada!
Mas os olhos estancam a culpa
Outras sementes saboreiam a água
Brincando e sorrindo ao redor da lata
Como se dela surgisse uma fonte
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